Na quarta-feira (2), o pastor Silas Malafaia, organizador de um ato marcado para domingo (6) na Avenida Paulista, em São Paulo, em defesa da anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023, usou suas redes sociais para dirigir críticas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.
O pronunciamento ocorreu no mesmo dia em que ganhou destaque na imprensa um pedido de Moraes, datado de 19 de março, para que a PGR se manifestasse sobre uma notícia-crime apresentada pela vereadora Liana Cristina (PT-Recife). A ação foi protocolada após o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) convocar apoiadores para um ato em Copacabana, no Rio de Janeiro, em março, também em apoio à anistia.
Em vídeo, Malafaia questionou: “Alexandre de Moraes, tu não tem vergonha não? Era para você rasgar isso [notícia-crime] e jogar na lata do lixo, e envia para Paulo Gonet. Procurador Paulo Gonet, você vai acabar de jogar na lata do lixo a tua reputação e biografia e história? Isso é uma afronta à inteligência de qualquer um.”
O líder religioso, presidente da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (Advec), também fez um alerta sobre o que classificou como risco de crise social devido a supostas “injustiças” cometidas pelo Judiciário.
“Vocês estão procurando uma revolta do povo brasileiro, de tantas injustiças cometidas. (…) Os senhores estão provocando uma revolta popular. Escuta o alerta que eu estou dando. O povo é o supremo poder. E os senhores estão com medo do povo e estão fazendo todo esse jogo pra ver se põem medo no povo brasileiro”, afirmou.
A manifestação na Avenida Paulista ocorrerá quatro dias após a divulgação do encaminhamento da notícia-crime à PGR. O evento tem sido promovido por grupos que defendem a revisão das punições aplicadas a participantes dos episódios de invasão a sedes dos Três Poderes em Brasília no ano passado.
Atualização: O pedido de prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, contudo, foi rejeitado pela PGR em um parecer já encaminhado ao STF, tendo o ministro Alexandre de Moraes acompanhado o órgão, arquivando a petição feita pela vereadora petista.