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    As entrelinhas do discurso de posse do novo ministro da Justiça

    O discurso de posse do ministro André Luiz de Almeida Mendonça guardou uma série de recados sutis à elite do poder e também aos políticos que assistem ao clima de tensão causado pela saída de Sérgio Moro do cargo.

    Ao longo de sua fala, o ministro apontou estar comprometido com a prestação de contas ao chefe do governo, Jair Bolsonaro, e reiterou sua vontade de trabalhar em equipe. Relatos de que Moro dificultava a ação conjunta com outras pastas ocuparam as análises políticas que se seguiram aos dias de seu abandono do cargo.

    “Cabe a nós, sermos líderes e, de modo muito especial, líderes servos, capazes de pôr o povo em primeiro lugar e nós, sermos os últimos, e quando chegarmos em nossas casas olharmos nos olhos dos nossos filhos e das nossas esposas, e diante de Deus que nos fez, [saber que] não fizemos nada mais que a obrigação”, disse Mendonça.

    Esse trecho de sua fala ecoa na declaração de Moro, que afirmou priorizar sua “biografia” ao invés de seguir tentando convencer o presidente da República a respeito de sua metodologia de trabalho.

    Em outro trecho, disse que estará sempre disposto a se explicar quando exigido, indicando que tem postura diversa da que foi reclamada por Bolsonaro em relação a Moro, que não se sentia à vontade para reportar as medidas que estavam sendo colocadas em prática pelo Ministério da Justiça.

    “A Constituição brasileira, no seu preâmbulo, institui como valores supremos a liberdade, a fraternidade, a igualdade, o bem-estar, o desenvolvimento, a segurança e, acima de tudo, a justiça. Daí a importância, Ministério da Justiça e da Segurança Pública. Esse compromisso, dentro dessa expectativa de valores, vem reforçado pela ética, por integridade, por efetivamente ministrar a Justiça, e ser agente de segurança da nação brasileira na prática, com uma atuação técnica, imparcial e sempre disposta a prestar contas, não só ao chefe da nação, mas a todo o povo”, disse.

    Mais à frente, André Luiz de Almeida Mendonça lembrou que, na sociedade, “nenhum de nós é mais importante que o outro”, e que o governo precisa trabalhar com o povo sendo prioridade, atendendo às determinações do chefe do Poder Executivo:

    “O povo, que se acostumou com o estado de insegurança e não sabe o que é viver, gerações brasileiras não sabem o que é viver um estado de segurança pública. Nós precisamos instaurar nesse país um verdadeiro estado de Direito materialmente concebido com segurança pública efetiva, e isso passa pela valorização dos nossos policiais, a integração das forças de segurança e por um comando único, e uma história de vida relativa à segurança pública, senhor presidente, e o povo brasileiro o elegeu para isso, e eu serei um fiel missionário dessa mensagem”.

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